quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Despertar

Muitas vezes esquecemo-nos do essencial e acabamos por levar uma vida inteira em busca do que está mesmo aqui e agora. Sempre que existe uma mudança, o medo tenta dominar e tomar conta de nós, porque o desconhecido sempre foi tido como assustador e louco. A vida é uma dádiva tão grande que só o facto de respirar dá-me a certeza de que sou privilegiada, o facto de olhar, o facto de mexer as minhas mãos são coisas tão simples que eu as tomo por adquiridas e esqueço-me que posso perdê-las de um momento para o outro, posso desperdiçá-las com coisas menos importantes e depois perceber que tudo isso foi em vão. O milagre de respirar, levantar-me, olhar para as pessoas que eu amo acontece todos os dias e eu nem o registo.
 Partilhar alegria, sorrisos, abraços, amor é o propósito de todos nós e é o verdadeiro âmago do nosso ser. Quando amo propago energia e essa energia de amor é poderosa e única. Quando sinto raiva, desespero, revolta, pena, culpa vou vibrar numa frequência mais baixa e vou espalhar estes sentimentos à minha volta e fazê-los germinar dentro de mim.
 O que fazemos às ervas daninhas? Arrancamos e plantamos flores, ou legumes no seu lugar, para preenchermos aquele vazio com coisas boas, saudáveis e positivas. No dia em que ESCOLHERMOS substituir o que é mau e nos faz doer, por aquilo que temos a agradecer e nos faz felizes, nesse mesmo dia começaremos a produzir gargalhadas, alegria, amor e partilhá-lo com o mundo. A nossa vida é a nossa escolha, porque eu escolho onde centro o meu olhar, se é no negócio que acabei de perder, ou no raio de sol que consegui aproveitar; se me centro no acidente que acabei de ter, ou no amigo que pude encontrar; se na perna que acabei de partir, ou no carinho que isso me permitiu descobrir.
Tudo e todos temos simultaneamente motivos para rir e mágoas para chorar. O que é que eu quero fotografar?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Chuva...

A chuva lava a alma e traz consigo desejos de limpeza e de purificação. Os tempos que correm são sujos e confusos, porque nos limitam e aprisionam no medo do dia seguinte, na incerteza do que chamamos futuro e na preocupação. Não, não sabemos o que acontece amanhã, mas nunca soubemos, nunca pudemos prever nada. Agora isso torna-se angustiante e causa de frustrações e medos irracionais. Nada
é pior do que o medo, mas nenhum medo é maior do que o que aprisiona, encolhe, paralisa.

Nunca senti, nunca permiti que o medo permanecesse e não fosse com a chuva, limpo para sempre, sem poder sequer acentar praça e montar a tenda no meu coração. Sem medo, sem pessimismo, sem cobranças à vida que não sejam a de muita saúde e amor. Nada é mais importante do que cumprir a missão, elevar o espírito, trazer o coração para a chuva para que ela derreta o lixo e deixe brilhar os diamantes.

Não há diamantes sem lama...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

24 horas

A manhã traz um ar de sol misturado com o friozinho de Inverno; doce, suave, feliz... As manhãs são horas de felicidade, renascimento e vida. A manhã é mágica e fresca, jovem, traquina, inspirada...
Com a tarde vem o movimento, a alegria, a antecipação. À tarde os sonhos surgem, os planos crescem, a onda ganha força e expressão. A noite chega rainha e despe todos das iniquidades do dia. Cresce o desejo, o mistério e a paixão ganha vida no manto da noite.

Um dia, um único dia veste-se para nos dar cenários de paixão e nos fazer acreditar a cada novo acordar. O investimento é simples e grandioso: um sorriso! Acordar com um sorriso basta para nascer para o novo dia com confiança, com ânimo, com o espírito elevado!!!!

É tão bom estar viva !!!

domingo, 16 de outubro de 2011

Ouvir

Num mundo em tumulto e numa permanente mudança, os nossos hábitos foram acompanhando os tempos e permaneceram inalterados. Deixámos de fazer honrar os nossos compromissos connosco e passámos a viver num mundo louco, submetidos à vontade de todos, menos à nossa. Neste nosso  "novo" mundo quem manda são... os outros. E nós, fiéis cordeirinhos, seguimos as tendências e fazemos coro.

Ao ficarmos reféns dos outros habituámo-nos a fazer deles também nossos prisioneiros e prisioneiros das nossas opiniões, gozos, comentários, juízos de valor, etc. Nós, simples marionetas no jogo do fica bem, parece mal, começámos a acreditar que de alguma forma tínhamos que emitir juízos sobre tudo e sobre todos, sem que isso nos batesse na testa e nos empurrasse para o facto lógico de que o que fazemos, cai em nós. Boomerang.

Dois ouvidos, uma boca: facto da natureza incontestável e incontornável. Então... falemos menos e ouçamos mais. Ouvir não, escutar. Abrir o coração e interiorizar. Desta forma todos os disparates dos outros nos vão bater mais fundo, verdade. Mas também todas as nossas palavras vão ser mais conscientes e mais grandiosas. Por percebermos o valor das palavras, vamos torná-las mais verdadeiras, mais refletidas, mais fraternas. Vamos fazer do silêncio nosso aliado e vamos usá-lo quando as palavras forem demasiado duras ou a mentira demasiado tentadora. Calados, mas abertos, atentos, conscientes, vamos conseguir ser ouvidos de uma forma realmente valiosa, porque a palavra vai existir, quando realmente chegar a hora dela.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tranquilidade

A tranquilidade esconde o discernimento e a sabedoria, torna-nos mais atentos, menos impulsivos. A tranquilidade é o segredo de beleza da nossa alma e do nosso coração. Quando a tranquilidade habita em nós, tudo se torna mais claro e transparente. O diálogo interior permanente connosco próprios é fundamental para que este sentimento nos invada e alivie. Quando calamos a voz da alma e sufocamos o som do coração, damos voz ao instinto e tudo se precipita.

O instinto é bom porque nos salva a vida, mas não deve reinar, porque nos torna próximos das feras... Podemos reagir, podemos melhorar silenciando-nos mais e ouvindo com atenção. Uma escuta atenta vale mais do que mil palavras...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Felicidade

Conceito, experiencia, arrepio na pele ou prática diária? Cada vez acredito mais que a felicidade passa por escolhas, escolhas que fazemos todos os dias. Eu escolho ser feliz, eu escolho ver o lado bom das coisas, eu escolho ver o lado bom das pessoas, eu escolho melhorar a cada dia que passa. Consigo perceber onde erro, consigo ver-me e rever-me nas atitudes erradas que tenho e não quero ter mais. Espero sempre mais e melhor, rejeito por escolha tudo o que é negativo e quero sempre acreditar que amanhã será melhor.

Sou feliz e quero ser sempre feliz. Amo a vida e todos os que a preenchem de forma correcta e válida, espero ajudar a alterar comportamentos infelizes meus e dos que eu amo. Quero moderar a minha voz, mas encontrá-la na escuridão; sonho ser a voz suave, mas firme; ausente, mas solicitada; corajosa, mas oportuna; doce, mas verdadeira.

Amo a verdade, quero ser-lhe fiel...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cabemos, como?

Existe uma ténue fronteira entre o certo e o errado, o que guardas e o que expões, o que está correcto e o que parece estar incorrecto, entre o que podes e não podes partilhar. Muitas vezes sinto que estou a pisar ovos e que cada vez que atravesso a estrada eles, se tornam mais frágeis e mais instáveis. Não consigo decidir que ovos pisar, nem consigo compreender como os pisar sem os fazer estalar.

O caminho foi traçado por mim, mas nos enfiamentos, curvas e contra-curvas vou encontrando pessoas que me acrescentam significado e aumentam os meus conhecimentos. Muitas vezes, e mais dantes do que agora, eu construía os meus relacionamentos em cima do muro, de forma a agradar a Gregos e a Troianos, sem ser verdadeira nem comigo, nem com os outros. Agora recuso-me a isso, mas tenho de pagar o preço...

Pergunto-me se vou caber nesta sociedade; pergunto-me se consigo arranjar o meu espaço, depois de 35 anos a rumar numa direcção e agora querer rumar noutra. Nada disto é fácil ou linear, mas no fundo é disso que são feitos os sonhos, de incertezas e de construcções etéreas. Acredito que quero um modelo mais justo e mais puro de relacionamento; quero viver num mundo de verdade e de frontalidade.

 O problema é que a mentira é doce e suave e aproxima-se rastejante como uma serpente. Vem sem fazer nenhum ruído, macia e hipnotisante. Diz-te exactamente o que queres ouvir e soa dourada e doce.

A verdade é cortante e impiedosa, sem rodeios e cheia de rugosidades. Transforma-te e marca-te, mas nem sempre é absoluta, isto é, a tua verdade não é necessariamente a verdade do outro. Por isso podes ferir com a tua verdade e podes ser ferido pela verdade do outro.

Os mundos paralelos em que vivemos tocam-se e muitas vezes repelem-se, por muito que queiramos aproximar-nos. Porquê? Como? Quero caber...

sábado, 6 de agosto de 2011

Sol interno

Quando o tempo nos dá a complacência de ser tranquilos, nós descobrimos a paz interior. Ter paz é deixar o sol nascer todos os dias dentro de nós e conservar o seu calor. Sentir aquele aconchego igual ao morninho que nos percorre depois de beber um leite quente com chocolate ou sorver um chá acabadinho de fazer. O equilíbrio existe quando estamos tranquilos e deixamos que a paz emane de dentro para fora. Não é no exterior que encontramos a paz, é no nosso âmago, dentro de nós...

Nas contrariedades da vida, as pequenas e as grandes, encontramos sempre motivos que nos fazem chatear e que perturbam o nosso dia. Cedemos à tentação de maldizer, criticar, enfurecer-nos e sentimos desequilíbrio interior. Todas estas atitudes são como pequenos venenos que fazem mal e abalam os alicerces da nossa felicidade. Sou feliz quando sou eu, sou feliz quando consigo sublimar os meus defeitos e abafar a minha necessidade imperfeita de criticar ou de estar atenta aos defeitos dos outros. Todos nós temos a tentação de fazer de Deus e apontar os erros e defeitos dos outros, de opinar quando não devemos e de invadir rudemente os outros quando teimamos em não nos deixar invadir por nós mesmos.

Quero sentir esta felicidade e este equilíbrio sempre e espalhá-lo por todo o mundo. Quero afirmar que todos conseguimos, merecemos e somos profundamente felizes por estar aqui, por termos este sol, este mar, esta existência...

Amo viver, sou feliz, estou realizada. Quero manter esta certeza e tatuá-la no meu coração, por forma a espalhá-la por todos e partilhá-la com todos, em toda a parte... 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Como ser?

Como é que isto se faz? Como podemos ajudar? Como evoluímos? A vida é tão difícil e tão simples ao mesmo tempo. Somos todos iguais, almas delicadas em busca de amor, carinho. Para recebermos temos de dar, disso eu tenho a certeza absoluta. Dar significa mesmo dar e não emprestar ou trocar. Dar é dar. Quando damos o universo agradece e o nosso coração também. Não devemos sentir nada mau, nunca devemos alimentar podridão. O nosso coração é um templo de amor é a nossa casa. É no coração, na alma que ficam tatuadas as emoções. O problema é que ficam as boas e as más. Por isso mesmo temos de cultivar o bom e deitar fora o que é mau. Dizer não ao ódio, à discussão, ao preconceito, à maldade, à mágoa.

Eu acredito plenamente no ser humano e na sua capacidade e acho que todos temos oportunidade de reconhecer as nossas limitações, expor as nossas dúvidas e progredir. Todos somos limitados, mas simultaneamente tão grandes. Somos capazes de tudo e temos direito a ser felizes, mas mesmo, mesmo felizes. Felizes de verdade, de peito aberto e coração cheio. Felizes de amor, felizes de carinho, felizes de abraços e sorrisos e amor. Felizes, felizes.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Gritar...

Às vezes apetece gritar... gritar desalmadamente para deixar sair tudo o que está a tentar apodrecer dentro de nós. Gritar num descampado onde nos oiça alguém. Gritar de forma a ficar sem fôlego e sem forças e sem nada. Esvaziar, transformar, libertar. Realmente para este exercício não precisamos de ninguém, só de nós mesmos, da nossa solidão. A qualidade do nosso grito, a melodia do nosso respirar nem sempre são agradáveis. Paciência... nós temos de assumir tudo: o bom e o mau...

Eu acredito em mim, eu apoio-me, eu estou aqui

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tudo...

A arte da coerência é difícil de praticar e obriga-nos a situações por vezes nada fáceis de gerir. Ser coerente significa agir S E M P R E  da mesma maneira, tendo os mesmos princípios por base das nossas acções. Ora, esta forma de agir vai muitas vezes contra o que a sociedade espera de nós e aquilo que lhe parece correcto. Mas o que é a sociedade? Como é que decidimos quem importa e fechamos o círculo?

No meu mundo cabe quem eu quero e entra quem eu deixo. Certo. Mas eu não vivo numa redoma e há muito quem espreite pelo vidro e fale sobre o vidro e ache que pode ter direito a pertencer ao mundo dentro do vidro. Porquê? Pelo valor da sociedade, pelos usos e costumes do que "parece bem". Mas há tanto que parece mal e não se vê... Nem precisa de se ver, até porque cada um responde pelos seus actos e é tão bom nós conseguirmos fazer marcha atrás e reconhecermos o que fazemos bem ou mal e termos capacidade de nos auto-avaliar...

Todos estamos sempre a aprender, todos estamos sempre a absorver e a digerir ou a expulsar. Todos temos sempre e a todo o momento, a escolha de seguir em frente ou mudar, todos podemos revolucionar a nossa vida num segundo e passarmos a ser coerentes, verdadeiros, responsáveis, autónomos e sinceros. Todos podemos tudo... É pena acharmos que não...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pecados...

Sim, todos temos, sim todos procuramos entender o conceito ou preconceito de pecar. O que é isso de pecar? Que atitudes são certas? Que atitudes são erradas? Como conseguimos encontrar o caminho? Hoje é dia de análise, reflexão e antevisão. Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas...

Todos os dias nos sentimos tentados a viver mergulhados em deveres, obrigações, horários, expectativas, preconceitos, ditos e contos e tudo e tudo e tudo... Passamos o dia cansados de estar cansados e exaustos por achar que nunca chegámos onde devíamos. Esta é a palavra sobre a qual me debruço: Dever. Um dever é uma obrigação, é algo que se faz sem gosto, nem devoção, mas simplesmente para cumprir o que foi estipulado. Por quem? Por nós? Às vezes... Outras vezes é o que pensamos que esperam de nós... Outras ainda é o que imaginamos. Assim vamos gastando a nossa vida, presos ao que não existe, ao que não é real e ao que não escolhemos, nem quisemos, apenas achamos que fica bem.

Há uma coisa certa, uma única, neste universo de coisas complicadas. Essa única coisa é que estamos numa viagem, para a qual pagámos bilhete, mas que tem uma particularidade. Esta viagem não tem fim marcado. Ela acontece quando menos esperamos, sem o termos encomendado, nem reservado. Podemos dizer assim, eu paguei para ver mais, eu esperava chegar à proxima paragem, eu gostava tanto de ter saído naquela visita... mas nada... A viagem termina sem que nós possamos dar conta ou dar palpites sobre como devia ser.

No entanto, durante a viagem, somos nós quem decide.

Há vários tipos de viajante. Há aqueles que param em todas as estações e apeadeiros e mostram e procuram e buscam e conhecem e armazenam recordações, abraços, amizades, risos, choros, mas nunca param e chegam ao fim da viagem mortos de cansaço e com tempo, agora, de analisar tudo o que fizeram e não puderam analisar. Com tempo agora para descansar, mas já sem tempo para aproveitar....

Outros há que passam a vida a dormir e a aproveitar o que já conhecem, porque têm medo de ir mais além; fazem o que vêem fazer, vivem como vêem viver e limitam-se a imitar os que já andam naquele comboio há mais tempo, porque têm medo de arriscar. Estes, no fim da viagem, são os que encolhem os ombros e dizem: gostei... sem brilho, sem entusiasmo, sem aprendizagem. A viagem passou por eles e não foram eles que passaram na viagem...

Depois há os que querem saber tudo, aprofundar, entender, explicar. Buscam sem cessar uma resposta e atormentam-se quando não a obtêm. Esses lutam uma viagem inteira, conversam, discutem, mostram, avançam, recuam, visitam. Para estes a viagem nunca tem momentos de pausa, nunca pára e está sempre a girar. No fim, estão exaustos de pensamento e inundados de razão, mas o puro prazer passou-lhes ao lado...

Todos somos tudo isto e muito mais, todos passamos por tudo e não há ninguém que esteja imune a esta viagem. Fórmulas mágicas? Não há. Previsões? Também não. Uma coisa é certa, e essa é a única: um dia a viagem vai acabar. Não interessa se ainda não paguei o bilhete ou se tenho dinheiro na mão para comprar outro e partir logo de seguida, a viagem acaba. 

Pecados...Qualidades... Defeitos... Expectativas... Frustrações... O Relógio está a contar, a vida está a passar e o momento é tudo o temos, o hoje, o aqui, o agora. É hora. Que a viagem não acabe sem que, juntando tudo isto, tenha conseguido visitar, aprender, rir, guardar, dormir, pensar, analisar, progredir. É para isso que vamos viajar, para progredir e avançar. Façamo-nos à estrada, que já ontem era tarde...  

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Faz-me feliz

A felicidade é, sem dúvida, o objectivo de todos. Muitas vezes centramos a nossa felicidade em grandes realizações e colocamos bem alto a meta da felicidade. Invariavelmente essa meta sobe alto demais e, em vez de felicidade, traz frustração e desilusão. A meta feliz torna-se mais uma nódoa no nosso caminho e mais um motivo de desânimo. Erro grave. A felicidade reside nas pequenas coisas, a felicidade não se esconde, nem precisa de dinheiro; a felicidade está nos sorrisos, nos abraços, nos risos que fazem doer a barriga e correr as lágrimas de tanto rebolar, num olhar, numa mensagem, numa canção. A felicidade está aí todos os dias, todo o dia ao nosso alcance e ao alcance do nosso coração.

Tudo o que acontece é por algum motivo e cabe-nos a nós descobrir essa mensagem escondida que nos mostra o que temos de aprender. Estamos todos na grande escola da vida e aprendemos todos os dias, a todas as horas, de todas as maneiras.  

Há uma condição que nos faz sentir verdadeiramente felizes, termos a certeza de que, em tudo, fazemos sempre o nosso melhor. A famosa consciência tranquila! Não somos perfeitos, é claro que fazemos coisas menos positivas ou que têm resultados  menos bons. No entanto, se analisamos e ponderamos as nossas acções estas conseguem sempre ter a nossa marca e essa marca vai deixando a nossa consciencia tranquila.

Sou feliz, sou profundamente feliz, sou feliz todos os dias e é só isso que posso desejar, ser todos os dias feliz. Sou feliz porque faço o que acredito, sou feliz porque acredito no que faço.

Sou feliz com o banho quente que tomo de manhã, com a caminhada que faço para o trabalho, com o olhar, o respirar, o existir, com tudo o que faço com o homem que eu amo, sou feliz com as piadas marotas de todos os dias, sou feliz com o barulho do pão acabado de torrar, sou feliz com o abraço das minhas melhores amigas, sou feliz com o doce olhar da minha avó e do meu avô, sou feliz com o mergulho que dou no mar ou na piscina, sou feliz com o calor do sol, com o sabor do gelado a derreter na minha boca, com o brinde feito com o vinho escolhido para os amigos; sou feliz quando cozinho; sou feliz quando arrumo; busco a felicidade de tudo o que faço, os momentos escondidos de eternidade...

Sejam felizes...

sábado, 28 de maio de 2011

Como nos medimos?

Já é certo e sabido que os homens não se medem aos palmos, concordamos todos também que existem coisas mais importantes que isso. A aparência é fonte de enganos e mal entendidos e numa sociedade em que a maior parte das pessoas se rege por aquilo que parece, os valores, o ser, o entregar-se perdem o rumo e perdem a preponderãncia que deviam ter nas vidas das pessoas.

Há um mundo feito de sentimentos em que eu vivo e em que quero educar e educar-me. Esse mundo é partilhado por alguns, poucos, visionários que acreditam em valores, em verdades, em dar a mão, ou o ombro, ou o tecto, ou só a presença, quando ela é necessária. Nesse meu mundo não cabem diferenças, apenas as semelhanças, não cabem nem a culpa, nem a obrigação. No meu mundo cabe a gargalhada, o choro, o carinho e a palavra, aquela que tantas vezes procuramos e não conseguimos encontrar. O meu mundo é pequeno, mas tem sempre lugar para mais um.

Acredito que nos vamos juntando nesta caminhada da vida e hoje vem um, amanhã já são dois. Há alguns que partem sem se darem conta. Partem de leve sem saberem que estão a partir. São como a criança que sai em bicos de pés para não se confrontar com a realidade que pode correr mal e pensar que pode voltar sem que ninguém dê conta que partiu.

Sempre que encontro alguém ferido, ou a precisar de um abrigo emocional, os meus alertas dão um doce sinal e a minha humanidade torna-se toda de quem precisa dela. é assim que vivo, é assim que sinto neste meu mundo...

Como se mede? Como se mede a humanidade? Como se mede o que não se pode abarcar?

Com o coração e nós sabemos e sentimos sempre quem está ou não ...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Aconchego

Há dias felizes e momentos felizes :) às vezes o cinzento está em cima da nossa cabeça e à nossa volta está sol. Temos de lhe fugir e apanhar calor para fazer a nuvem derreter e os raios entrar na nossa pele. Hoje estou feliz. Porquê? Porque sim, porque quero ser feliz, porque não quero ser triste. Sou feliz, sinto-me feliz e quero transmitir felicidade. Agarrei um raio de sol e plantei-o no meu coração. Ele cresce e alimenta-se de amor e vive de liberdade :).

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Arte(s)

Todos os dias descobrimos novas formas de lidar com os nossos projectos. Umas vezes renovamo-los outras vezes modificamo-los, outras abandonamos e desistimos. Em qualquer caso é preciso coragem, preserverança e um espírito inovador, sempre à procura de respostas. A maneira de ser de cada um é diferente e acaba por ditar soluções diferentes e ritmos desencontrados.

Viver é uma arte, de todas as artes a mais complexa e difícil. Não há formulas certas, nem receitas milagrosas, cada dia é uma descoberta e uma novidade. Aquilo que acumulamos vai-se juntando e se for venenoso acaba por arrancar-nos o fundo e deixar-nos à deriva. Quando determinamos a causa tomamos decisões e escolhemos o que merecemos. Merecemos ser felizes, cordiais, tranquilos, calmos, equilibrados. No entanto tudo isto é fácil de programar, mas difícil de pôr em prática. Motivador, mas muito cansativo. E as vitórias vão acumulando cansaços e os discursos vão-se gastando e nós vamos ficando "sugados" sem energia.

Existem várias formas de ser, muitas formas de trabalhar, mas a derradeira força reside na forma como damos a volta, damos as voltas à nossa vida. Eu decido, eu determino e não posso ter a veleidade de pôr as culpas a ninguém. Eu sou a artífice, eu sou a artista e a minha vida é a minha arte(s).

Os expositores amontoam-se com as minhas atitudes, as legendas apinham-se com as minhas palavras, mas o que fica mesmo reside nas vidas de todos os que me acompanham na caminhada. Esses testemunhos são a minha arte.  

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vidas a partir de palavras

A nossa vida é um pergaminho que se vai desenrolando ao vento. Subsiste a ventos, tempestades e furacões e consegue mostrar a verdadeira essência de que somos feitos. As palavras marcam e acompanham-nos; elas abrem caminhos e descobrem segredos. Pertencem-nos num segundo e no segundo seguinte já não estão lá. As palavras são pedaços de nós que se criam e se reencontram a todo o instante. As palavras vivem nas pessoas, nas paisagens, nas emoções, nos becos escuros e nos momentos gloriosos.

Muitas vezes, na leviandade dos momentos, libertam-se palavras que já não se podem recuperar... Umas, doces, intensas, revestidas de sentimento. Outras duras, feias e amargas. A palavra depois de dita, já não se recupera, já não se explica, já foi.

Há vida em cada palavra, há palavras em cada vida. Construo todos os dias os alicerces do meu sonho nas minhas palavras. As minhas palavras não voam com o vento: agarro-as e planto a construir o meu mundo melhor.


domingo, 3 de abril de 2011

Baú

Sempre que se aproxima o sol, a exposição aos seus raios faz-nos sentir renovados, tranquilos, atentos. O fundamento para a escuridão acaba por resultar na apoteose dos raios que nos inundam e nos obrigam a olhar e a ver, em vez de imaginar. Tudo o que somos fica exposto, sem mácula nem segredo...

Nunca podemos descansar se, ao olhar para dentro, sentirmos vergonha, ou embaraço. A nossa vida é o que fizermos dela e o sentimento que vamos deixando é aquele que nos guia e acompanha até ao fim. Dúvidas? Claro. Revisões? Sim. Pesos? Não. Tudo o que nos pode pesar é o amor e a amizade e essas, quanto mais crescerem, mais leves se tornam :) O resto de nada nos serve.

Depois existe um lugar, nada difícil de encontrar, onde guardamos tudo. O problema é que esse tudo é indiscriminado e engloba o que é bom e mau, o que nos exalta e o que nos envenena. A liberdade é conquistada a cada passo e ensina-nos a ser melhores e mais abertos. O que é mau faz feridas bem profundas que têm de ser curadas de forma implacável. É necessário abrir, mostrando a dor e a profundidade do que nos incomoda. Depois temos de limpar raspando. A dor é quase insuportável, mas é a única forma de sobreviver.

Cicatrizes? Claro, mostram tudo o que temos de passar. Tatuagens? Colecciono-as para contar a minha história. Tenho ânsia de viver, melhorando e evoluindo. O escrutínio do sol faz parte do caminho...

O meu baú? Ando a limpá-lo de tudo o que é mau e a enchê-lo de amor, amizade e pétalas de rosas... Um dia fica maior, cheio de coisas boas :)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Serenidade

Muitas vezes procuramos longe o que está perto, aspiramos alcançar o que está mesmo à nossa frente. O maior reservatório é o nosso coração, ele detém as munições mais importantes e raras. Ser sereno significa estar em paz, no entanto para se ter paz é muitas vezes imperioso atravessar o deserto e fazer a guerra. Guerra com quê? Com tudo o que ameaça a nossa paz e nos desvia do caminho. Caminho/caminhos; Escolha/escolhas.

Teremos aquilo que decidirmos que precisamos de ter e muito mais importante, aquilo que achamos que merecemos. Tudo na nossa vida é uma escolha, mas essa escolha tem de se basear nas nossas acções e não nas nossas palavras. De que me adianta exigir respeito se eu não me respeitar? De que adianta eu pregar a compreensão se eu fôr intransigente? De que me serve dizer que mereço se permitir que os outros me digam que não presto? De que me adianta ensinar os outros a exigir respeito se eu própria permitir que me desrespeitem?


Não há nenhuma fórmula mágica para viver e nenhum manual, mas o segredo passa por aprender todos os dias e ser humildes. A humildade é a chave para a sabedoria e para o conhecimento. Tudo se resolve, tudo se ajeita, nada é uma tragédia.


Ser sereno é ter o discernimento necessário para não fazer das situações nem uma tragédia, nem uma comédia. Ser sereno é respeitar e ser respeitado. Ser sereno é ser humilde. Ser sereno é ouvir o coração e segui-lo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Eternidade

Somos eternos, nunca desaparecemos...

A eternidade tem sido fonte de obsessão por parte da humanidade que se debate todos os dias com os efeitos da sua fragilidade e fraqueza. O envelhecimento é apenas uma das faces, a mais visível, da nossa finitude. No entanto, e sem nos apercebermos, todos os dias plantamos a nossa eternidade, ela cresce no coração de todos aqueles que amamos e de todos aqueles que cruzam o nosso caminho.

A maior parte das vezes a vida ganha asas, vida própria e afasta-nos das pessoas, as nossas prioridades vão passando para segundo plano e nós ficamos a pensar que já não somos importantes na vida daquelas pessoas e que já não existimos no seu imaginário. Nada pode ser mais errado, o amor é como uma tatuagem gravada na pele, que nos fica para sempre e nos acompanha com amor, carinho e ternura. Uma tatuagem que perdura e fica para a eternidade.

Sim somos eternos, vivemos no sangue, na pele, na cabeça, no peito e na memória de quem nos ama; sim somos eternos e todos os dias marcamos essa eternidade; sim somos eternos e as nossas acções perduram muito mais além do que a nossa fraca condição humana consegue alcançar.

Plantamos a nossa eternidade todos os dias e ela tem a cor das nossas acções, das nossas palavras, das nossas escolhas. Escolhemos todos os dias, a todas as horas, em cada pensamento. Eu escolho espalhar felicidade :) e tu?...