Muitas vezes esquecemo-nos do essencial e acabamos por levar uma vida inteira em busca do que está mesmo aqui e agora. Sempre que existe uma mudança, o medo tenta dominar e tomar conta de nós, porque o desconhecido sempre foi tido como assustador e louco. A vida é uma dádiva tão grande que só o facto de respirar dá-me a certeza de que sou privilegiada, o facto de olhar, o facto de mexer as minhas mãos são coisas tão simples que eu as tomo por adquiridas e esqueço-me que posso perdê-las de um momento para o outro, posso desperdiçá-las com coisas menos importantes e depois perceber que tudo isso foi em vão. O milagre de respirar, levantar-me, olhar para as pessoas que eu amo acontece todos os dias e eu nem o registo.
Partilhar alegria, sorrisos, abraços, amor é o propósito de todos nós e é o verdadeiro âmago do nosso ser. Quando amo propago energia e essa energia de amor é poderosa e única. Quando sinto raiva, desespero, revolta, pena, culpa vou vibrar numa frequência mais baixa e vou espalhar estes sentimentos à minha volta e fazê-los germinar dentro de mim.
O que fazemos às ervas daninhas? Arrancamos e plantamos flores, ou legumes no seu lugar, para preenchermos aquele vazio com coisas boas, saudáveis e positivas. No dia em que ESCOLHERMOS substituir o que é mau e nos faz doer, por aquilo que temos a agradecer e nos faz felizes, nesse mesmo dia começaremos a produzir gargalhadas, alegria, amor e partilhá-lo com o mundo. A nossa vida é a nossa escolha, porque eu escolho onde centro o meu olhar, se é no negócio que acabei de perder, ou no raio de sol que consegui aproveitar; se me centro no acidente que acabei de ter, ou no amigo que pude encontrar; se na perna que acabei de partir, ou no carinho que isso me permitiu descobrir.
Tudo e todos temos simultaneamente motivos para rir e mágoas para chorar. O que é que eu quero fotografar?
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