quarta-feira, 14 de julho de 2010

A rodopiar ...

Não consigo começar de outra maneira senão com um: "Estou tão feliz!!!!!".

Há coisas que passamos a nossa vida toda à espera que aconteçam e não conseguimos nunca atinar com a formula mágica de como podem acontecer. Se forem como eu, ensaiam as imagens até à exaustão num turbilhão de emoções e vão esperando até que a vida proporcione o tão esperado momento. Sonhei com borboletas na barriga, com arrepios na pele, com emoções incontidas e momentos de magia, mas nada do que sonhei equivale ao que senti...

Às vezes a realidade suplanta a imaginação e isso acontece em raros momentos, quando o universo junta dois corpos e duas almas que se completam de forma inequívoca e que se encontram num momento, fundindo-se para a eternidade. Hoje posso dizer que isso me aconteceu, que a realidade ultrapassou a ficção e que a minha alma transborda de tanta felicidade. A celebração do amor é algo tão precioso que nada pode igualar ou embaciar o seu significado.

Foi numa noite assim, com o testemunho do mar, das estrelas e com o toque da areia; numa celebração gigantesca em que o nosso coração cresceu e abraçou os nossos corpos deitados e entregues às estrelas, que eu dediquei todo o meu amor a uma eternidade feliz...É com emoção e a transbordar de amor que eu encaro a minha vida, já não uma mas duas, no limiar da minha existência e para sempre...

Amo-te até ao infinito e vir, amo-te para sempre, amo-te, não até que a morte nos separe, mas até que sejamos assim, duas estrelas a brilhar, lado a lado, para sempre e sempre e sempre...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Viagem ao interior

Cada minuto que passa é mais uma eternidade no conjunto da nossa vida e é menos um que vivemos e gozamos no cimo deste planeta. A cada minuto que passa morremos um bocadinho e vivemos algo mais. Nesta trajectória, ao mesmo tempo tão curta e tão demorada, nós vamos encontrando algumas oportunidades de viajar ao interior de nós mesmos e avaliar os resultados das nossas acções. A direcção é assumida por nós como um caminho difícil e sinuoso, mas cheio de possibilidades que nos permitem encontrar, de quando em vez, pessoas nobres e valiosas.

O silêncio é difícil, quando o grito se impõe. Mas, mais importante do que condenar o grito é analisar porque é que ele acontece. Muitas vezes o maior grito dá-se, não para os outros, mas para nós próprios, para ecoar dentro de nós. Há algo que nos atrofia, que nos derrota que nos atordoa... No entanto,nós fazemos o mesmo que faríamos àquela pêra que começa por ter só um cantinho tocado; bastaria cortá-lo e comê-la, pois assim ainda seria boa e não contaminaria as outras. Mas.... agora não posso, não tenho tempo... amanhã.... e amanhã já não é só um bocadinho, é metade e nós a olhar para a pêra... e o tempo a não deixar... e depois já não é só uma pêra, são três peras e uma maçã... e o tempo e a inércia e a preguiça e em breve a fruteira está toda contaminada e já nada podemos aproveitar. Bastava ter cortado o cantinho da pêra e tê-la comido. Ainda seria boa e não teria contaminado as outras...

O interior tem piores estradas e é menos acessível, tem paisagens lindas, mas não tem o bulício, o movimento, o apelo do litoral... Também assim é o interior de cada um de nós; às vezes os acessos são tão maus que se torna difícil lá chegar, mesmo para quem conhece todos os recantos, como é o nosso caso. Por isso, vamos deixando para trás essa viagem e vamos lentamente concentrando-nos no que é litoral, apelativo e aparente em nós, em vez de irmos atrás do que é essencial e realmente importante.

boas viagens...:)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O poder das palavras

As palavras fazem parte integrante da nossa vida, do nosso mundo, de tudo o que nos rodeia. Usamo-las a torto, a direito, por tudo e por nada; usamo-las e deitamos fora a todo o momento, como se elas não tivessem valor. Hoje em dia as palavras são mais duras, mais ríspidas e muito menos doces que noutras eras. Toda a gente se insulta, se insurge e se maltrata sem ligar àquilo que diz, porque vivemos na era em que: "parvalhona", "cabra" e "estúpida", entre outras que nem menciono, são palavras trocadas entre amigos como elogios e sinais de carinho. Por outro lado, se alguém usa: "querida", "linda" ou qualquer palavra terminada em -inha, é olhada de lado e julgada como sendo estranha.

As palavras deixam marcas profundas em quem as ouve e magoam e pisam quem não as compreende. As palavras são como as bolas de papel arremessadas ao ar, que atingem quem menos se espera, mesmo que o seu destino tivesse sido programado e ensaiado durante horas a fio. As bolas de papel e as palavras, caem no chão e ficam ali, inertes e imóveis sem que nada possamos fazer para as ocultar ou alterar o seu percurso. É preciso levantarmo-nos, atravessar a sala e assumir que errámos o alvo, pedindo desculpa a quem atingimos com a nossa rajada...

As palavras também são doces e positivas como o afago sincero que fazemos num cão que nos olha carente, como o olhar terno que lançamos a alguém que nos parece triste. As palavras marcam e mudam a nossa vida e permanecem para sempre...

Eu digo não às palavras vãs, às palavras brutas e às palavras más... Eu acredito na pureza e na doçura, na alegria e na bondade das palavras com responsabilidade e com objectivo. Eu acredito em espalhar o bom e esconder o mau, em não magoar, em não ferir, em não provocar...

Mas isto sou só eu...