terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ser...


Como uma nuvem, que passa entre os raios do sol e sorri, quase transparente; que descarrega com toda a força quando não aguenta mais e faz carregado o céu e molhados os caminhos… Como uma nuvem que é mais forte quando está acompanhada e mais fraca e etérea quando está só. Carrega segredos que ninguém vê porque é transparente, mas cheia de mistérios, forte, mas de aparência frágil, dócil e suave, mas cheia, plena.

Como uma nuvem que descarrega e jorra e grita… Cheia de tudo, cheia de nada. Num momento cala e no outro troveja e relampeja… Lava, purifica, preenche, fertiliza, cobre, esconde, projeta, faz brotar!

Como a nuvem que aparece do nada e se mostra e se revela… E de novo se esconde para aparecer, talvez noutro dia, talvez noutra hora, talvez noutro lugar…

domingo, 14 de outubro de 2012

Atitudes e palavras, atos e omissões...

Sou livre de viver a minha vida como qualquer pessoa adulta, de fazer as minhas escolhas, de estar com as pessoas com quem eu quero estar, de fazer as atividades que me apetece fazer, de interagir com verdade e transparência com toda a gente e de perceber qual é o meu lugar neste mundo e quais as minhas funções.  Sei que essa liberdade existe, vejo-a ao meu lado todos os dias. Ela grita na minha cara, samba ao pé do meu rosto e bate-me a porta sem me deixar sequer saber o que me aconteceu.
 
 Nascemos e morremos sós e as escolhas que fazemos ao longo do caminho vão moldando o nosso futuro sem que saibamos sequer quando é que começámos a escolher. No entanto, dizem os livros, a qualquer momento podemos mudar e virar a vida do avesso; podemos dar uma volta de 180 graus e voltar ao ponto de partida, outra vez adolescentes, outra vez inflamados pela vontade de viver. Esta é a beleza da vida e nela reside o mistério de podermos ser fieis à única coisa que detemos, a nossa consciência.
 
Atitudes e palavras são cada vez mais minhas, à medida que o tempo passa porque digo o que penso e faço o que digo, sem receios de pertencer a uma casta diferente da que norteia toda a sociedade. Cansei de ser consensual e prefiro ser verdadeira e justa para comigo e para com todos os outros. Vivo todos os dias ao lado da verdade e sei o que custa ser frontal e justo, e vejo o que demora a construir uma existência assim. Aprendi e aprendo muito, de forma dedicada e simples; humilde e abnegada.
 
Atos e omissões tento equilibrá-los, mas confesso que ajo mais movida do que motivada e por isso as omissões são sempre do lado das minhas necessidades. A vida é um caminho e eu continuo  a trilhá-lo com orgulho, ao lado dos que eu amo, sempre cheia de entusiasmo. Porque a vida é assim um mar de escolhas num oásis de entrega e amor.
 
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Curvas e contracurvas...

Nos corredores da vida, enquanto nos cruzamos uns com os outros e conhecemos histórias de vida e personalidades, vamos percebendo que temos de fazer escolhas a todo o momento. Temos de contribuir com palavras, com atos, com olhares, com alma em tudo o que fazemos. Daí que o primeiro compromisso assumido seja connosco mesmos, com o nosso bem estar. Estranho? Não, de todo. Por vezes achamos que ser bom é ser alguém que se anula em função das situações que vai encontrando na vida e que lhe parecem mais importantes do que o seu bem estar. Mas isso transmite-se, respira-se e envenena-nos; a nós e a todos os que convivem connosco no dia a dia de uma vida agitada.

O tempo, a passagem do tempo é tão nossa amiga, cada vez mais sinto isso! Nos sulcos que acumulo na minha pele vejo escrita a experiência e a naturalidade de quem tem ânimo para evoluir, mas a segurança de quem não tem medo de errar, de dizer não. À medida que o tempo passa vão surgindo situações que nos colocam diante de decisões importantes e todos os dias devemos escolher ser verdadeiros e deitar a cabeça na almofada e dormir serenos porque não mentimos, nem enganámos ninguém.

Acredito na verdade, na integridade, na amizade, no amor, na entrega, na dedicação, na eterna aprendizagem.