terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ser...


Como uma nuvem, que passa entre os raios do sol e sorri, quase transparente; que descarrega com toda a força quando não aguenta mais e faz carregado o céu e molhados os caminhos… Como uma nuvem que é mais forte quando está acompanhada e mais fraca e etérea quando está só. Carrega segredos que ninguém vê porque é transparente, mas cheia de mistérios, forte, mas de aparência frágil, dócil e suave, mas cheia, plena.

Como uma nuvem que descarrega e jorra e grita… Cheia de tudo, cheia de nada. Num momento cala e no outro troveja e relampeja… Lava, purifica, preenche, fertiliza, cobre, esconde, projeta, faz brotar!

Como a nuvem que aparece do nada e se mostra e se revela… E de novo se esconde para aparecer, talvez noutro dia, talvez noutra hora, talvez noutro lugar…

2 comentários:

  1. “No céu de água-sol-vento-luz concreto e irreal…” Aquela Nuvem de José Gomes Ferreira era cavalo ou barco à vela, era navio e era donzela.
    A Nuvem, uma outra nuvem diferente daquela, personificada, calidamente perfumada deixava um rasto perfumoso num raro passo harmonioso tal como “A Nuvem” de Teófilo Dias num dos mais bonitos sonetos que já li.
    E tu que és nuvem volátil, disforme, que ganhas todas as formas, que de opaca a transparente, sentes, transmites, morres e vives num mundo que é demasiado pequeno para que caibas. Sim! Tu que és criança amedrontada, mulher corajosa, linda!

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