Sou livre de viver a minha vida como qualquer pessoa adulta, de fazer as minhas escolhas, de estar com as pessoas com quem eu quero estar, de fazer as atividades que me apetece fazer, de interagir com verdade e transparência com toda a gente e de perceber qual é o meu lugar neste mundo e quais as minhas funções. Sei que essa liberdade existe, vejo-a ao meu lado todos os dias. Ela grita na minha cara, samba ao pé do meu rosto e bate-me a porta sem me deixar sequer saber o que me aconteceu.
Nascemos e morremos sós e as escolhas que fazemos ao longo do caminho vão moldando o nosso futuro sem que saibamos sequer quando é que começámos a escolher. No entanto, dizem os livros, a qualquer momento podemos mudar e virar a vida do avesso; podemos dar uma volta de 180 graus e voltar ao ponto de partida, outra vez adolescentes, outra vez inflamados pela vontade de viver. Esta é a beleza da vida e nela reside o mistério de podermos ser fieis à única coisa que detemos, a nossa consciência.
Atitudes e palavras são cada vez mais minhas, à medida que o tempo passa porque digo o que penso e faço o que digo, sem receios de pertencer a uma casta diferente da que norteia toda a sociedade. Cansei de ser consensual e prefiro ser verdadeira e justa para comigo e para com todos os outros. Vivo todos os dias ao lado da verdade e sei o que custa ser frontal e justo, e vejo o que demora a construir uma existência assim. Aprendi e aprendo muito, de forma dedicada e simples; humilde e abnegada.
Atos e omissões tento equilibrá-los, mas confesso que ajo mais movida do que motivada e por isso as omissões são sempre do lado das minhas necessidades. A vida é um caminho e eu continuo a trilhá-lo com orgulho, ao lado dos que eu amo, sempre cheia de entusiasmo. Porque a vida é assim um mar de escolhas num oásis de entrega e amor.
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