Há dias felizes e momentos felizes :) às vezes o cinzento está em cima da nossa cabeça e à nossa volta está sol. Temos de lhe fugir e apanhar calor para fazer a nuvem derreter e os raios entrar na nossa pele. Hoje estou feliz. Porquê? Porque sim, porque quero ser feliz, porque não quero ser triste. Sou feliz, sinto-me feliz e quero transmitir felicidade. Agarrei um raio de sol e plantei-o no meu coração. Ele cresce e alimenta-se de amor e vive de liberdade :).
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Arte(s)
Todos os dias descobrimos novas formas de lidar com os nossos projectos. Umas vezes renovamo-los outras vezes modificamo-los, outras abandonamos e desistimos. Em qualquer caso é preciso coragem, preserverança e um espírito inovador, sempre à procura de respostas. A maneira de ser de cada um é diferente e acaba por ditar soluções diferentes e ritmos desencontrados.
Viver é uma arte, de todas as artes a mais complexa e difícil. Não há formulas certas, nem receitas milagrosas, cada dia é uma descoberta e uma novidade. Aquilo que acumulamos vai-se juntando e se for venenoso acaba por arrancar-nos o fundo e deixar-nos à deriva. Quando determinamos a causa tomamos decisões e escolhemos o que merecemos. Merecemos ser felizes, cordiais, tranquilos, calmos, equilibrados. No entanto tudo isto é fácil de programar, mas difícil de pôr em prática. Motivador, mas muito cansativo. E as vitórias vão acumulando cansaços e os discursos vão-se gastando e nós vamos ficando "sugados" sem energia.
Existem várias formas de ser, muitas formas de trabalhar, mas a derradeira força reside na forma como damos a volta, damos as voltas à nossa vida. Eu decido, eu determino e não posso ter a veleidade de pôr as culpas a ninguém. Eu sou a artífice, eu sou a artista e a minha vida é a minha arte(s).
Os expositores amontoam-se com as minhas atitudes, as legendas apinham-se com as minhas palavras, mas o que fica mesmo reside nas vidas de todos os que me acompanham na caminhada. Esses testemunhos são a minha arte.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Vidas a partir de palavras
A nossa vida é um pergaminho que se vai desenrolando ao vento. Subsiste a ventos, tempestades e furacões e consegue mostrar a verdadeira essência de que somos feitos. As palavras marcam e acompanham-nos; elas abrem caminhos e descobrem segredos. Pertencem-nos num segundo e no segundo seguinte já não estão lá. As palavras são pedaços de nós que se criam e se reencontram a todo o instante. As palavras vivem nas pessoas, nas paisagens, nas emoções, nos becos escuros e nos momentos gloriosos.
Muitas vezes, na leviandade dos momentos, libertam-se palavras que já não se podem recuperar... Umas, doces, intensas, revestidas de sentimento. Outras duras, feias e amargas. A palavra depois de dita, já não se recupera, já não se explica, já foi.
Há vida em cada palavra, há palavras em cada vida. Construo todos os dias os alicerces do meu sonho nas minhas palavras. As minhas palavras não voam com o vento: agarro-as e planto a construir o meu mundo melhor.
domingo, 3 de abril de 2011
Baú
Sempre que se aproxima o sol, a exposição aos seus raios faz-nos sentir renovados, tranquilos, atentos. O fundamento para a escuridão acaba por resultar na apoteose dos raios que nos inundam e nos obrigam a olhar e a ver, em vez de imaginar. Tudo o que somos fica exposto, sem mácula nem segredo...
Nunca podemos descansar se, ao olhar para dentro, sentirmos vergonha, ou embaraço. A nossa vida é o que fizermos dela e o sentimento que vamos deixando é aquele que nos guia e acompanha até ao fim. Dúvidas? Claro. Revisões? Sim. Pesos? Não. Tudo o que nos pode pesar é o amor e a amizade e essas, quanto mais crescerem, mais leves se tornam :) O resto de nada nos serve.
Depois existe um lugar, nada difícil de encontrar, onde guardamos tudo. O problema é que esse tudo é indiscriminado e engloba o que é bom e mau, o que nos exalta e o que nos envenena. A liberdade é conquistada a cada passo e ensina-nos a ser melhores e mais abertos. O que é mau faz feridas bem profundas que têm de ser curadas de forma implacável. É necessário abrir, mostrando a dor e a profundidade do que nos incomoda. Depois temos de limpar raspando. A dor é quase insuportável, mas é a única forma de sobreviver.
Cicatrizes? Claro, mostram tudo o que temos de passar. Tatuagens? Colecciono-as para contar a minha história. Tenho ânsia de viver, melhorando e evoluindo. O escrutínio do sol faz parte do caminho...
O meu baú? Ando a limpá-lo de tudo o que é mau e a enchê-lo de amor, amizade e pétalas de rosas... Um dia fica maior, cheio de coisas boas :)
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