segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Procurando...

Muitas vezes se fala em procurar, procuro ser feliz, procuro ir andando, procuro trabalho, procuro alguém, procuro uma casa, .... Procuramos tanto, mas será que procuramos mesmo?
A palavra indica que estamos atentos, dispostos, preparados e alerta. Mostra que estamos ativos e proativos e que fazemos desta busca um trabalho a tempo inteiro, mas, na realidade, a maior parte das vezes nós não procuramos, queremos é ser encontrados...

Não sabemos bem como, nem quando, mas é tão mais fácil se alguém miraculosamente nos encontrar... Esperamos ser resgatados, e salvos como na história da bela adormecida ou da Branca de neve. Quem nos dera que o príncipe fosse persistente e quisesse salvar-nos, mesmo pensando que já tínhamos morrido, como na história da Branca de neve...

Todos queremos muito ser felizes, mas infelizmente isto já não é o conto de fadas em que tudo se resolve como por magia... por vezes, ou muitas vezes, é necessário lutar muito para que essa felicidade se materialize e se torne a nossa rotina diária. Lutar com um sorriso, sorrir quando apetece chorar, acreditar quando tudo está mal, mesmo mal. Qual o valor de ser crente quando tudo nos corre bem? como podemos valorizar as nossas qualidades de paciência e tranquilidade se nada acontece para nos chatear? Descobrimo-nos na adversidade, na tristeza, na crise. Isso torna-nos mais fortes e mais felizes, quando estamos felizes. Só se valoriza o que se perde. Ter momentos tristes potencia os momentos de felicidade e torna-os mágicos e brilhantes de uma forma toda nova e toda especial.

Depois, como que por magia, as pessoas vão-se revelando e mostram realmente toda a sua beleza e generosidade. Abrem-se como botões para nos acompanharem. Espinhos? também há, mas esses têm o seu próprio destino... :)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Começar

Importa começar, sem dúvida! Mesmo que não saibamos o caminho, ainda que seja difícil, é preciso iniciar e esperar que a cada passo o desenho ganhe forma e os nossos passinhos tomem proporções de gigante. Ninguém sabe como, quando ou de que forma vai ser o próximo capítulo, mas importa dizer que quanto mais luz tivermos no coração, mais livres e mais centrados estaremos.

O sol está no coração e temos de imaginá-lo assim a nascer dentro do peito, quente, intenso, escaldante e sempre pronto a dar-nos o que precisamos. Depois há o vento que nos empurra quando estamos reticentes e nos indica o caminho. A chuva acorda-nos e fustiga a nossa vontade de crescer, florescer e ser sempre mais. Os restantes elementos vão sendo apresentados, não consoante a nossa vontade, mas consoante a nossa necessidade, aquela que nós desconhecemos, mas que é certa e conhecida por alguém.

Não há guião, o que parece louco, quem se atreveria a fazer uma história sem ter um guião? Mas por isso mesmo, esta história da nossa vida nos enlouquece nos tortura por vezes de ansiedade. Não sabemos o rumo da nossa história, nem tão pouco a forma como devemos agir. O coração, com o sol lá dentro, indica o caminho...