Todos os dias há uma nova oportunidade para evoluir. O mundo gira e parece que nos roda num turbilhão. No entanto as escolhas estão feitas e vão muito para além do que possamos perceber à luz do nosso ténue entendimento humano.
Todas as manhãs nasce o sol, o planeta gira, o vento sopra (umas vezes brando e parecendo não estar presente, outras vezes feroz e chamativo) e depois de algumas horas escurece, não deixando entrever o que acontecerá no dia seguinte. Esse recomeço, cheio de incertezas, mostra como é frágil a nossa condição e como não sabemos nada de nada sobre a vida. Mas, no meio de tudo isto, mora a magia, a eternidade de um dia atrás do outro para sempre a girar... Todos nós percebemos que o mundo se mexe e move, independentemente da nossa presença. Quer estejamos prontos ou não o sol nasce e põe-se e uma sucessão de 24 horas passa por nós.
Enfim, o que tenho é um sentimento de eternidade, de pertença a algo maior e de universo feito num frágil corpo cheio de limitações. O desafio é melhorar, trabalhar a sombra que espreita e nos abafa e nos invade. Sonhar, seguir o sonho, perpetuar o horizonte e mantê-lo bem perto, bem próximo do coração.
Quero diminuir, ficar do tamanho de um grão de areia para poder ter real noção do meu papel na engrenagem e da minha alma de criança; simultaneamente quero crescer e ser do tamanho da minha altura, do tamanho do meu sonho e das pessoas que quero tocar com ele.