quinta-feira, 28 de março de 2013

Verdade(s) nossa(s)

Sempre em busca permanente, movidos pelas nossas paixões, pelos nossos sonhos, seguimos em frente, todos os dias, a construir o presente, projetando o futuro. Esta busca incessante, que nos caracteriza e nos faz caminhar, mostra-nos sempre o horizonte como limite e a nossa condição humana como foco permanente de aprendizagens.
 
De vez em quando, impelidos por uma voz interior, por uma força maior, estacamos, paralisamos e ouvimos. Nesse diálogo importante com a nossa fonte interior, descobrimos que tudo o que brota dentro de nós é tão sagrado como o caminho que seguimos, como a chuva que cai e limpa tudo em redor, como os raios de sol que nos inundam de bem estar, como a gaivota altaneira que te olha pela janela, sem pedir, sem sequer saber o quanto a observas todos os dias pela manhã. Somos parte de tudo e tudo é parte de nós. Somos o universo, o mar, as estrelas, a lua, o cão que corre e a lágrima que cai. Somos todos uma parte do Universo, este mesmo Universo que tentamos, desesperadamente, entender.
 
Não há caminho, se não existir amor, escuta atenta, carinho, gratidão. Tudo o que precisamos de fazer é escutar o nosso coração, a nossa alma, o nosso corpo, a nossa criança interior. O luar é perfeito, o mar é divinamente vivo e rebelde, as estrelas são a imagem mais bela que alguma vez poderíamos conceber. Nós? Nós somos tudo isso!!!!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Perder

Na vida, como em tudo o que observamos à nossa volta, há alturas em que perdemos e outras em que ganhamos. Desde sempre que existem situações em que a nossa capacidade é posta à prova e nós temos de a revelar. Umas vezes corre bem e conseguimos, felizes e orgulhosos, demonstrar as nossas capacidades e perceber o sucesso. Outras vezes, frustrados e tristes, conhecemos o sabor amargo da derrota e temos de viver com ela. Perdemos oportunidades, amigos, trabalhos, amores, entes queridos. Perdemos, perdemos, perdemos e muitas vezes, nestas espirais em que entramos, rodopiamos de forma desenfreada e não vemos fim, nem luz, nem túnel. Não vemos nada! Fica tudo escuro e frio. Ouvimos a nossa respiração ofegante e é tudo. Às vezes até deixamos de a ouvir e pensamos, pronto: Acabou! Mas não, cacetada atrás de cacetada, tropeção atrás de queda e é um nunca mais acabar de acontecimentos infelizes.
 
Sim perdemos, perdemos muito e nesta altura em que a vida nos castiga tudo parece focado em nós e na nossa perda; nas nossas perdas. No entanto, felizmente, existem pessoas que são como as árvores e ficam sempre de pé, nunca vergam. Amolecem, choram, desesperam-se, perdem-se, mas estão sempre lá... Dia após dia, após dia. Quando pára? Quando sim! Quando a nossa capacidade ditar, quando a página virar, quando  Deus quiser...
 
Mas não falo de perda, sem falar em ganho, porque um está associado ao outro, invariavelmente! Na perda, na dor, há tantas lições a aprender, há tanto a melhorar. Aprendemos a humildade, a simplicidade, a pureza, a gratidão, a disponibilidade e percebemos que não nos perdemos a nós, nem a quem é realmente importante. É bom quando perder nos reencontra e nos devolve ao que é essencial!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Novidades

Hoje venho aqui partilhar as novas aventuras que tenho abraçado e a forma como isso me tem feito feliz!!! O meu novo projeto que consistiu em transportar os conteudos deste site para um programa de rádio, diário, das 00h00 às 02h00 na Foz do Mondego Rádio que se ouve em 99.1 ou em http://myradiostream.com/fozdomondego assim a difundir para todo o mundo :). O programa tem boa música calma e os meus textos lidos 1 na primeira hora e outro na segunda. Partilha assim com o mundo o meu som, o som da minha voz e a cor da minha alma.
 
Deixo-vos aqui um vídeo feito pelo meu marido, companheiro e amor eterno, para poderem espreitar. Espero que gostem...

http://www.youtube.com/watch?v=SD84MMY4OMQ


Esta sou eu :) a navegar em novas aventuras... Boas viagens!!!!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O que conta.

Numa volta constante entre o que é importante e o que é acessório revela-se fundamental perceber o que é que realmente conta para nós. Vidas adiadas, sentimentos escondidos, esperanças vãs, isso conta? Gargalhadas soltas, telefonemas ocasionais, conversas de circunstância, contam?
 
 É difícil fazer escolhas, tomar decisões importantes, optar. No entanto, todos os dias escolhemos voluntária ou involuntariamente. Quando não escolhemos, escolhem por nós e essa é a pior forma de viver, deixando a ação, cobardemente, na mão dos outros. Por exemplo, as palavras que usamos conferem e retiram-nos poder . Se prestarmos atenção às palavras que usamos vamos perceber se assumimos ou entregamos o poder e se escolhemos o nosso caminho ou se seguimos atrás de alguém.
 

Claro que nem sempre isto é simples e linear, muitas vezes temos de seguir quem nos quer bem, para reencontrarmos o nosso caminho, outras vezes somos levados ao colo, pois o caminho tornou-se demasiado penoso para aguentar. Outras ainda agarramos ao colo e seguimos felizes por podermos ajudar.  Em todas estas encruzilhadas vamos fazendo balanços, e nessas contas de somar e subtrair, o que é que conta? Pensei sobre isto, pensei muito e percebi que a intensidade, a intenção e a pureza é que contam. A regularidade, o resultado e o esforço são o embuste...
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Feitio

Tudo tem um feitio, uma forma, um sentido. Tudo o que conhecemos se identifica por determinadas marcas, determinadas formas de estar e sentir. Há pessoas que vão passando fases e vão estando sempre abertas a novas perspetivas de conhecer, de sentir o mundo. Outras que vão vivendo no seu casulo, dando aqui e ali um ar da sua graça e tentando aprender a partilhar. A medo, bem devagar, vão dando passinhos de bébé entre constantes avanços e recuos. Outras ainda, eternamente genuínas, vão vivendo a vida à sua maneira, não deixando entrar muita informação, à espera que a vida seja simples e verdadeira como elas...
 
Onde reside o estar? Onde fica o viver? Como conseguimos amar? Na verdade o feitio da vida é não ter feitio nenhum, é ser maleável como a plasticina e colorida como o arco íris... Na verdade, o melhor do mundo é podermos cair, escorregar, vencer, perder, permanecer, mudar. Não tenho feitio, sou disforme, sou inacabada e imperfeita à espera de construção. Sou como o prédio que é constantemente remodelado e teima em parecer sempre igual,  agora sou como tu e quero sempre perceber, tal como tu, porque é que as coisas são assim... Tenho muito para aprender, evoluir, crescer, e aceitar. Na realidade custa-me aceitar, não gosto, faz-me confusão.
 
O feitio é tudo o que existe e nós vemos, sentimos, percebemos. Todos temos um feitio, mas ele pode mudar e adaptar-se, crescer e melhorar, aprender e prosseguir...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Queimar

Não conseguimos prever como a vida nos corre, nem tão pouco temos a capacidade de ilustrar o turbilhão de sentimentos e emoções que sentimos num período de 24 horas. Em cada dia o que sentimos são todas as emoções e em todas as emoções não nos conseguimos sentir. Por vezes, partidos e esventrados, sentimos o vazio e ao mínimo sinal de calor fugimos assustados, pois não queremos preencher o vazio, só para não termos de o sentir todo outra vez. Outras vezes o bem estar invade-nos e parece um bálsamo. Cresce cá dentro uma esperança de que tudo está bem e assim se manterá. Acreditas e nesse momento acalmas e sentes outra vez. Já não foges do calor e já não afastas o bem estar.
 
Esse calor, mágico, cresce novamente e envolve-te numa calma indestrutível. Nada te pode parar. Depois, de novo, cais e percebes que o calor, o vazio e o bem estar estão sempre lá, pertencem-te e são teus. Aconteça o que acontecer na tua vida haverá sempre vazio, calor e bem estar. Em 24 horas, na eternidade...
 
Queima, arde, revela, cura...

sábado, 29 de dezembro de 2012

De dentro para fora...

Mais um dia, um dia normal, um dia como os outros dias de 24 horas, de acontecimentos uns atrás dos outros. Mais um dia, igual aos outros dias, porque todos os dias têm momentos iguais, como se se repetissem e nos dissessem que temos aquele tempo, aquele espaço: um dia para mudar tudo. Tudo não porque a permanência das coisas é imutável e isso faz com que nada seja completamente diferente. Mudar o quê? Mudar. Mexer o quê? Mexer. Às vezes é só isso e quebra-se alguma coisa que teimava em não sair de nós, em não ser sacudida pela mudança. Mudar permanencendo sempre fiel a nós, aos nossos princípios, aos nossos sentidos, aos nossos sonhos.
 
Ninguém disse que isto era fácil, mas com o tempo acabamos por nos acomodar, como aquele sofá que já tem o formato do nosso corpo, como a almofada que tem o sítio da nossa cabeça, como aquele sentido que se procura e não se encontra no que se faz todos os dias. Mudar é algo que requer uma condição principal, mudar-nos a nós próprios. Não se consegue mudar nada, se não se mudar por dentro, essa é a verdadeira mudança. Depois essa mudança transborda, cresce, vive por si porque se torna demasiado grande para se conter. A verdadeira mudança vem de dentro para fora e aí sim acontece.
 
A vida é o que quisermos, o que conseguirmos, o que decidirmos que ela seja! A vida é o que desenhamos no nosso horizonte escolhendo que nos afete apenas naquilo que deixarmos ou quisermos. Não dominamos a vida, dominamo-nos a nós próprios. Tudo o que na vida nos escapa reflete o que de dentro não conseguimos perceber, buscar, entender...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Não, não estou

Não consigo estar, não me apetece estar. Estou de férias, ou de baixa, ou de fora, ou sem estar. Digam que não estou. Estou debaixo do cobertor, debaixo da almofada, atrás do sofá, coberta com uma manta e sem o rabito a aparecer. Sou um cão, escondido com o focinho, mas de cauda a abanar, à espera da surpresa. Sou o raio de sol atrás de uma nuvem a espreitar, sou o lápis escondido na gaveta que toda a gente vê, mas já não precisa de usar.
 
Não não estou, fui viajar, fui passear, fui à procura de mim. Perdi-me no meio do caminho, perdi-me a caminho, perdi-me e não me consigo encontrar. Não. Estou numa licensa prolongada e volto um dia qualquer, talvez.. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Aprendendo

Todos os dias há uma nova oportunidade para evoluir. O mundo gira e parece que nos roda num turbilhão. No entanto as escolhas estão feitas e vão muito para além do que possamos perceber à luz do nosso ténue entendimento humano.
 
Todas as manhãs nasce o sol, o planeta gira, o vento sopra (umas vezes brando e parecendo não estar presente, outras vezes feroz e chamativo) e depois de algumas horas escurece, não deixando entrever o que acontecerá no dia seguinte. Esse recomeço, cheio de incertezas, mostra como é frágil a nossa condição e como não sabemos nada de nada sobre a vida. Mas, no meio de tudo isto, mora a magia, a eternidade de um dia atrás do outro para sempre a girar... Todos nós percebemos que o mundo se mexe e move, independentemente da nossa presença. Quer estejamos prontos ou não o sol nasce e põe-se e uma sucessão de 24 horas passa por nós.
 
Enfim, o que tenho é um sentimento de eternidade, de pertença a algo maior e de universo feito num frágil corpo cheio de limitações. O desafio é melhorar, trabalhar a sombra que espreita e nos abafa e nos invade. Sonhar, seguir o sonho, perpetuar o horizonte e mantê-lo bem perto, bem próximo do coração.
 
 Quero diminuir, ficar do tamanho de um grão de areia para poder ter real noção do meu papel na engrenagem e da minha alma de criança; simultaneamente quero crescer e ser do tamanho da minha altura, do tamanho do meu sonho e das pessoas que quero tocar com ele. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ser...


Como uma nuvem, que passa entre os raios do sol e sorri, quase transparente; que descarrega com toda a força quando não aguenta mais e faz carregado o céu e molhados os caminhos… Como uma nuvem que é mais forte quando está acompanhada e mais fraca e etérea quando está só. Carrega segredos que ninguém vê porque é transparente, mas cheia de mistérios, forte, mas de aparência frágil, dócil e suave, mas cheia, plena.

Como uma nuvem que descarrega e jorra e grita… Cheia de tudo, cheia de nada. Num momento cala e no outro troveja e relampeja… Lava, purifica, preenche, fertiliza, cobre, esconde, projeta, faz brotar!

Como a nuvem que aparece do nada e se mostra e se revela… E de novo se esconde para aparecer, talvez noutro dia, talvez noutra hora, talvez noutro lugar…