Mais um dia, um dia normal, um dia como os outros dias de 24 horas, de acontecimentos uns atrás dos outros. Mais um dia, igual aos outros dias, porque todos os dias têm momentos iguais, como se se repetissem e nos dissessem que temos aquele tempo, aquele espaço: um dia para mudar tudo. Tudo não porque a permanência das coisas é imutável e isso faz com que nada seja completamente diferente. Mudar o quê? Mudar. Mexer o quê? Mexer. Às vezes é só isso e quebra-se alguma coisa que teimava em não sair de nós, em não ser sacudida pela mudança. Mudar permanencendo sempre fiel a nós, aos nossos princípios, aos nossos sentidos, aos nossos sonhos.
Ninguém disse que isto era fácil, mas com o tempo acabamos por nos acomodar, como aquele sofá que já tem o formato do nosso corpo, como a almofada que tem o sítio da nossa cabeça, como aquele sentido que se procura e não se encontra no que se faz todos os dias. Mudar é algo que requer uma condição principal, mudar-nos a nós próprios. Não se consegue mudar nada, se não se mudar por dentro, essa é a verdadeira mudança. Depois essa mudança transborda, cresce, vive por si porque se torna demasiado grande para se conter. A verdadeira mudança vem de dentro para fora e aí sim acontece.
A vida é o que quisermos, o que conseguirmos, o que decidirmos que ela seja! A vida é o que desenhamos no nosso horizonte escolhendo que nos afete apenas naquilo que deixarmos ou quisermos. Não dominamos a vida, dominamo-nos a nós próprios. Tudo o que na vida nos escapa reflete o que de dentro não conseguimos perceber, buscar, entender...
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