Na vida, como em tudo o que observamos à nossa volta, há alturas em que perdemos e outras em que ganhamos. Desde sempre que existem situações em que a nossa capacidade é posta à prova e nós temos de a revelar. Umas vezes corre bem e conseguimos, felizes e orgulhosos, demonstrar as nossas capacidades e perceber o sucesso. Outras vezes, frustrados e tristes, conhecemos o sabor amargo da derrota e temos de viver com ela. Perdemos oportunidades, amigos, trabalhos, amores, entes queridos. Perdemos, perdemos, perdemos e muitas vezes, nestas espirais em que entramos, rodopiamos de forma desenfreada e não vemos fim, nem luz, nem túnel. Não vemos nada! Fica tudo escuro e frio. Ouvimos a nossa respiração ofegante e é tudo. Às vezes até deixamos de a ouvir e pensamos, pronto: Acabou! Mas não, cacetada atrás de cacetada, tropeção atrás de queda e é um nunca mais acabar de acontecimentos infelizes.
Sim perdemos, perdemos muito e nesta altura em que a vida nos castiga tudo parece focado em nós e na nossa perda; nas nossas perdas. No entanto, felizmente, existem pessoas que são como as árvores e ficam sempre de pé, nunca vergam. Amolecem, choram, desesperam-se, perdem-se, mas estão sempre lá... Dia após dia, após dia. Quando pára? Quando sim! Quando a nossa capacidade ditar, quando a página virar, quando Deus quiser...
Mas não falo de perda, sem falar em ganho, porque um está associado ao outro, invariavelmente! Na perda, na dor, há tantas lições a aprender, há tanto a melhorar. Aprendemos a humildade, a simplicidade, a pureza, a gratidão, a disponibilidade e percebemos que não nos perdemos a nós, nem a quem é realmente importante. É bom quando perder nos reencontra e nos devolve ao que é essencial!

