quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cinzento

Um cansaço enorme, uma falta de ânimo, um desconforto. Um estar mal, estando bem, um prolongamento, um estar, um viver, um fazer e o remoínho e o vazio, e o nada... Grita, rodopia, desaparece, parte, evapora. A vida a correr e tu a andar, a vida a partir e tu a caminho, à espera de chegar. Destino... Agora... Presente... Futuro... Nada... Vazio...

Tu a sonhar e a viver e nada... Tu a organizar e a sentir e nada... Tu a curtir e a apreciar e nada... Sempre o nada, sempre o vazio. Mas tu cheia, repleta, sempre disposta a dar, sempre presente, sempre lá.

Marcar encontro com a vida? Ela lá, à espera...Branco? Preto? Não sei, pode ser cinzento...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sinais

O universo comunica connosco todos os dias, de várias formas. Revela-nos como é que devemos seguir o nosso caminho e de que forma é que podemos melhorar. Por vezes também nos obriga a abrandar, nem sempre da melhor maneira...

No entanto, e mais importante do que tudo isto, é a forma como encaramos as coisas. lembro-me muitas vezes da história de quem colecciona as pedras no caminho para construir um castelo. Eu sou assim :) hei-de construir o meu castelo e ser feliz com todas as coisas boas e más que me acontecerem pelo caminho. É assim que devemos enfrentar a vida, de peito feito :) e é assim que eu acho que a vida espera que sejamos.

A maior armadura é o amor e esse cura tudo, porque é a fonte milagrosa da juventude e da felicidade. Amor por nós, amor pelos outros, amor pelas alegrias e pelas tristezas e sobretudo amor à aprendizagem e à serenidade.Quem ama espalha amor e o universo sente-a e recebe-a. Mas às vezes andamos distraídos e descentrados; às vezes abanam o nosso mundo e nós aleijamo-nos. Temos de nos levantar, tirar a poeira e apanhar a pedra. Alguma parte do nosso castelo vai precisar dela. De certeza! :)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Felicidade

Mundo corrido, mundo estranho, dias que se sucedem em menos de nada. Como é que reagimos? Como é que aguentamos? Vamos resistindo... Vida feliz, sentimentos de perpetua emoção e maravilha. Amigos, emoções, felicidade, plenitude. Corre a vida, mudam os tempos, sucedem-se as horas e nós a sentirmos que somos priveligiados e nós a sentirmos que a vida é maravilhosa.

Às vezes, no fundo de nós, num sítio onde nem sequer acreditávamos que podia surgir alguma coisa, aparece um medo, ténue e difuso, como uma gota de suor ou uma lágrima que cai e nos levanta o receio de alguma coisa acontecer e quebrar aquela vida que tanto amamos.

Esse medo vem disfarçado, quase não damos por ele. Chega difuso e mostra-se apenas em certos momentos pequenos e insignificantes. Depois arranja casa e muda-se com a bagagem que nos incomoda. Dá-nos um aperto no peito, uma certeza que cresce a avisar-nos que algo vai correr mal. Não é possível ser assim tão feliz...

Na sociedade, tudo à nossa volta nos conta histórias de pequenas tristezas, doenças, males, infelicidades, mortes, e o nosso receio vai sendo alimentado por tudo isso. Se todos à nossa volta são tristes e infelizes, eu também vou ser um dia. Não mereço ser tão priveligiado. Assim passam os nossos dias, a ouvir tristezas.

Era uma vez uma menina, ela conheceu um menino e foi feliz. Para sempre? Todos os dias. Para sempre? Cada vez mais. Para sempre? Quanto dura o sempre? um mês? Dois meses? 10 anos? Não sei. Então sim, para sempre, porque o que eu sinto dentro de mim é eternidade, é plenitude.

É possível ser feliz, é permitido, não paga imposto. Não é melhor passar esta mensagem? Podemos ser felizes. Temos o direito de ser felizes.

Era uma vez um menino, lindo, conheceu uma menina e foi feliz. Todos os dias é feliz, cada vez mais feliz ... E não faz mal, faz bem :)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Partilha...

Setembro, começo das noites mais longas, dos dias mais curtos; início do declínio do sol e da sua intensidade. Também nós ficamos com uma perspectiva mais translúcida do que nos rodeia, também esse sol faz luz na nossa vida de uma forma menos espalhafatosa e falsamente animada.

A felicidade é intensa e deve ser vivida de forma agradecida ; dimensionada de forma a caber em todo o seu esplendor na nossa vida. O centro do nosso mundo deve ser esse mesmo, o nosso interior, o nosso momento de paz e de alegria.

Quando amamos acabamos por introduzir um factor de felicidade que é externo a nós e que já não depende da nossa actuação. A partir desse momento, começamos a sentir o mundo de forma diferente e a nossa capacidade de auto satisfação muda, gira, e acaba por se situar ao redor e envolver mais do que um factor.

Tudo isso gera mais situações de felicidade, de partilha, de pertença. A partilha implica conhecimento e entrega, eternidade e intensidade. Somos um, sendo dois, somos mais fortes, mais firmes, menos sós...