quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pecados...

Sim, todos temos, sim todos procuramos entender o conceito ou preconceito de pecar. O que é isso de pecar? Que atitudes são certas? Que atitudes são erradas? Como conseguimos encontrar o caminho? Hoje é dia de análise, reflexão e antevisão. Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas...

Todos os dias nos sentimos tentados a viver mergulhados em deveres, obrigações, horários, expectativas, preconceitos, ditos e contos e tudo e tudo e tudo... Passamos o dia cansados de estar cansados e exaustos por achar que nunca chegámos onde devíamos. Esta é a palavra sobre a qual me debruço: Dever. Um dever é uma obrigação, é algo que se faz sem gosto, nem devoção, mas simplesmente para cumprir o que foi estipulado. Por quem? Por nós? Às vezes... Outras vezes é o que pensamos que esperam de nós... Outras ainda é o que imaginamos. Assim vamos gastando a nossa vida, presos ao que não existe, ao que não é real e ao que não escolhemos, nem quisemos, apenas achamos que fica bem.

Há uma coisa certa, uma única, neste universo de coisas complicadas. Essa única coisa é que estamos numa viagem, para a qual pagámos bilhete, mas que tem uma particularidade. Esta viagem não tem fim marcado. Ela acontece quando menos esperamos, sem o termos encomendado, nem reservado. Podemos dizer assim, eu paguei para ver mais, eu esperava chegar à proxima paragem, eu gostava tanto de ter saído naquela visita... mas nada... A viagem termina sem que nós possamos dar conta ou dar palpites sobre como devia ser.

No entanto, durante a viagem, somos nós quem decide.

Há vários tipos de viajante. Há aqueles que param em todas as estações e apeadeiros e mostram e procuram e buscam e conhecem e armazenam recordações, abraços, amizades, risos, choros, mas nunca param e chegam ao fim da viagem mortos de cansaço e com tempo, agora, de analisar tudo o que fizeram e não puderam analisar. Com tempo agora para descansar, mas já sem tempo para aproveitar....

Outros há que passam a vida a dormir e a aproveitar o que já conhecem, porque têm medo de ir mais além; fazem o que vêem fazer, vivem como vêem viver e limitam-se a imitar os que já andam naquele comboio há mais tempo, porque têm medo de arriscar. Estes, no fim da viagem, são os que encolhem os ombros e dizem: gostei... sem brilho, sem entusiasmo, sem aprendizagem. A viagem passou por eles e não foram eles que passaram na viagem...

Depois há os que querem saber tudo, aprofundar, entender, explicar. Buscam sem cessar uma resposta e atormentam-se quando não a obtêm. Esses lutam uma viagem inteira, conversam, discutem, mostram, avançam, recuam, visitam. Para estes a viagem nunca tem momentos de pausa, nunca pára e está sempre a girar. No fim, estão exaustos de pensamento e inundados de razão, mas o puro prazer passou-lhes ao lado...

Todos somos tudo isto e muito mais, todos passamos por tudo e não há ninguém que esteja imune a esta viagem. Fórmulas mágicas? Não há. Previsões? Também não. Uma coisa é certa, e essa é a única: um dia a viagem vai acabar. Não interessa se ainda não paguei o bilhete ou se tenho dinheiro na mão para comprar outro e partir logo de seguida, a viagem acaba. 

Pecados...Qualidades... Defeitos... Expectativas... Frustrações... O Relógio está a contar, a vida está a passar e o momento é tudo o temos, o hoje, o aqui, o agora. É hora. Que a viagem não acabe sem que, juntando tudo isto, tenha conseguido visitar, aprender, rir, guardar, dormir, pensar, analisar, progredir. É para isso que vamos viajar, para progredir e avançar. Façamo-nos à estrada, que já ontem era tarde...  

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Faz-me feliz

A felicidade é, sem dúvida, o objectivo de todos. Muitas vezes centramos a nossa felicidade em grandes realizações e colocamos bem alto a meta da felicidade. Invariavelmente essa meta sobe alto demais e, em vez de felicidade, traz frustração e desilusão. A meta feliz torna-se mais uma nódoa no nosso caminho e mais um motivo de desânimo. Erro grave. A felicidade reside nas pequenas coisas, a felicidade não se esconde, nem precisa de dinheiro; a felicidade está nos sorrisos, nos abraços, nos risos que fazem doer a barriga e correr as lágrimas de tanto rebolar, num olhar, numa mensagem, numa canção. A felicidade está aí todos os dias, todo o dia ao nosso alcance e ao alcance do nosso coração.

Tudo o que acontece é por algum motivo e cabe-nos a nós descobrir essa mensagem escondida que nos mostra o que temos de aprender. Estamos todos na grande escola da vida e aprendemos todos os dias, a todas as horas, de todas as maneiras.  

Há uma condição que nos faz sentir verdadeiramente felizes, termos a certeza de que, em tudo, fazemos sempre o nosso melhor. A famosa consciência tranquila! Não somos perfeitos, é claro que fazemos coisas menos positivas ou que têm resultados  menos bons. No entanto, se analisamos e ponderamos as nossas acções estas conseguem sempre ter a nossa marca e essa marca vai deixando a nossa consciencia tranquila.

Sou feliz, sou profundamente feliz, sou feliz todos os dias e é só isso que posso desejar, ser todos os dias feliz. Sou feliz porque faço o que acredito, sou feliz porque acredito no que faço.

Sou feliz com o banho quente que tomo de manhã, com a caminhada que faço para o trabalho, com o olhar, o respirar, o existir, com tudo o que faço com o homem que eu amo, sou feliz com as piadas marotas de todos os dias, sou feliz com o barulho do pão acabado de torrar, sou feliz com o abraço das minhas melhores amigas, sou feliz com o doce olhar da minha avó e do meu avô, sou feliz com o mergulho que dou no mar ou na piscina, sou feliz com o calor do sol, com o sabor do gelado a derreter na minha boca, com o brinde feito com o vinho escolhido para os amigos; sou feliz quando cozinho; sou feliz quando arrumo; busco a felicidade de tudo o que faço, os momentos escondidos de eternidade...

Sejam felizes...