quinta-feira, 31 de maio de 2012

Caminhando...

Todos os dias a vida começa outra vez dando-nos minutos preciosos que nos permitem alterar o curso dos acontecimentos e fazer escolhas. Escolher nem sempre é fácil, aliás, na minha opinião o maior desafio do ser humano é caber-lhe a ele escolher. Pode ser a cor do carro, o sabor do gelado ou a cor do cabelo, mas também temos de estar atentos a perceber se escolhemos bem os caminhos, se tomamos os atalhos e que coisas guardamos.

Todos os dias guardamos lixo no sítio mais precioso que existe, no coração. Esse lixo vai-se acumulando e intoxicando a nossa vida de forma lenta e silenciosa; às vezes é uma atitude de que não gostámos, outras vezes uma frase que nos magoou; há dias em que colecionamos malentendidos e tudo isso nos vai sugando vitalidade e inocência e nos vai afastando do que é real.

O mal corta-se pela raiz antes que volte a eclodir, escava-se e limpa-se bem, coloca-se um desinfetante potente e irradica-se de vez. Uma vez limpo, podemos voltar a brilhar e o amanhã toma outro rumo, um rumo livre que permite um renascimento real e puro.

Todos podemos renascer, purificar e melhorar, a escolha é nossa. Infelizmente a podridão continua a arrastar alguns que como disse Saramago "temos de sair de nós próprios para saber quem somos" mas há alguns que não o fazem e não vêem. Cada um é uma ilha, mas para ver a ilha temos de sair dela...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

(Im)perfeição

Exigentes todos, cada vez mais, porque temos de ser, parecer, atingir, procurar. Exigentes porque sim e porque não. Todos nós temos incutida, desde sempre, a procura da excelência e da perfeição. Isto é contra natura, uma vez que todos nós somos, por definição, imperfeitos e, por isso mesmo, perfeitos. O ser humano deve procurar aperfeiçoar-se, claro! Mas a perfeição atingível é a perfeição de sentimentos, de atitudes, de metas atingidas, de preserverança e de esperança. Nunca a perfeição física ou social. Fisicamente somos especiais por sermos diferentes, por termos todas as cores, tamanhos, feitios e formas.

Todos somos bonitos e imperfeitos ao mesmo tempo. Temos um nariz, uma anca, um cabelo, uma ruga, um olhar que gostaríamos de mudar. No entanto, para quem nos ama são precisamente esses traços que nos tornam únicos e nos distinguem na multidão. É assim que queremos ser recordados por quem nos ama: únicos e imperfeitos.

Tudo o que os outros têm é desde cedo comparável connosco: o momento de começar a falar, a andar, as notas, a criatividade, os amigos, a profissão, o percurso e a lista nunca mais acaba. Vivemos numa sociedade ditatorial que nos diz o que é bom e bonito, ainda que falso e artificial. Cabe a nós aceitarmos ou mudarmos essa predisposição para o que é naturalmente diferente e bonito de uma forma analítica e racional.

Ser bonito é ser diferente, é ser verdadeiro, é ser fiel à nossa essência...


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Waiting...

Esperar é talvez das piores coisas para quem vive de ansiedades. Esperar significa parar e parar é muito dfícil num mundo que gira demasiado depressa. Num momento de incertezas há elementos que se concentram para mostrar a sua importância e essa é revelada a cada minuto, se fizermos silêncio. É difícil perceber os caminhos e encontrar certezas, mas nada acontece por acaso e o caminho é de certo favorável para o que precisamos de realizar. Navegando conseguimos encontrar a rampa, o sentido, o luar.

Limpa

Chuva que cai e tinta que sai em pingos grossos, deixando-te limpa e pura, como da primeira vez, como uma tela ávida de novas pinturas, novos fôlegos, novos projetos. Como um novo querer, uma nova chama que arde e te queima por dentro até tu arrancares e te deixares levar. Um cântico, um hino à vitória da mudança, da novidade, do fazer acontecer.
Limpa, como uma folha em branco pronta a ser escrita e revista, reinventada e reciclada, por ti, só por ti. Vida fresca, energia renovada, ar puro, vontade de respirar de novo, sonho...