Exigentes todos, cada vez mais, porque temos de ser, parecer, atingir, procurar. Exigentes porque sim e porque não. Todos nós temos incutida, desde sempre, a procura da excelência e da perfeição. Isto é contra natura, uma vez que todos nós somos, por definição, imperfeitos e, por isso mesmo, perfeitos. O ser humano deve procurar aperfeiçoar-se, claro! Mas a perfeição atingível é a perfeição de sentimentos, de atitudes, de metas atingidas, de preserverança e de esperança. Nunca a perfeição física ou social. Fisicamente somos especiais por sermos diferentes, por termos todas as cores, tamanhos, feitios e formas.
Todos somos bonitos e imperfeitos ao mesmo tempo. Temos um nariz, uma anca, um cabelo, uma ruga, um olhar que gostaríamos de mudar. No entanto, para quem nos ama são precisamente esses traços que nos tornam únicos e nos distinguem na multidão. É assim que queremos ser recordados por quem nos ama: únicos e imperfeitos.
Tudo o que os outros têm é desde cedo comparável connosco: o momento de começar a falar, a andar, as notas, a criatividade, os amigos, a profissão, o percurso e a lista nunca mais acaba. Vivemos numa sociedade ditatorial que nos diz o que é bom e bonito, ainda que falso e artificial. Cabe a nós aceitarmos ou mudarmos essa predisposição para o que é naturalmente diferente e bonito de uma forma analítica e racional.
Ser bonito é ser diferente, é ser verdadeiro, é ser fiel à nossa essência...
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