Sim, todos temos, sim todos procuramos entender o conceito ou preconceito de pecar. O que é isso de pecar? Que atitudes são certas? Que atitudes são erradas? Como conseguimos encontrar o caminho? Hoje é dia de análise, reflexão e antevisão. Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas...
Todos os dias nos sentimos tentados a viver mergulhados em deveres, obrigações, horários, expectativas, preconceitos, ditos e contos e tudo e tudo e tudo... Passamos o dia cansados de estar cansados e exaustos por achar que nunca chegámos onde devíamos. Esta é a palavra sobre a qual me debruço: Dever. Um dever é uma obrigação, é algo que se faz sem gosto, nem devoção, mas simplesmente para cumprir o que foi estipulado. Por quem? Por nós? Às vezes... Outras vezes é o que pensamos que esperam de nós... Outras ainda é o que imaginamos. Assim vamos gastando a nossa vida, presos ao que não existe, ao que não é real e ao que não escolhemos, nem quisemos, apenas achamos que fica bem.
Há uma coisa certa, uma única, neste universo de coisas complicadas. Essa única coisa é que estamos numa viagem, para a qual pagámos bilhete, mas que tem uma particularidade. Esta viagem não tem fim marcado. Ela acontece quando menos esperamos, sem o termos encomendado, nem reservado. Podemos dizer assim, eu paguei para ver mais, eu esperava chegar à proxima paragem, eu gostava tanto de ter saído naquela visita... mas nada... A viagem termina sem que nós possamos dar conta ou dar palpites sobre como devia ser.
No entanto, durante a viagem, somos nós quem decide.
Há vários tipos de viajante. Há aqueles que param em todas as estações e apeadeiros e mostram e procuram e buscam e conhecem e armazenam recordações, abraços, amizades, risos, choros, mas nunca param e chegam ao fim da viagem mortos de cansaço e com tempo, agora, de analisar tudo o que fizeram e não puderam analisar. Com tempo agora para descansar, mas já sem tempo para aproveitar....
Outros há que passam a vida a dormir e a aproveitar o que já conhecem, porque têm medo de ir mais além; fazem o que vêem fazer, vivem como vêem viver e limitam-se a imitar os que já andam naquele comboio há mais tempo, porque têm medo de arriscar. Estes, no fim da viagem, são os que encolhem os ombros e dizem: gostei... sem brilho, sem entusiasmo, sem aprendizagem. A viagem passou por eles e não foram eles que passaram na viagem...
Depois há os que querem saber tudo, aprofundar, entender, explicar. Buscam sem cessar uma resposta e atormentam-se quando não a obtêm. Esses lutam uma viagem inteira, conversam, discutem, mostram, avançam, recuam, visitam. Para estes a viagem nunca tem momentos de pausa, nunca pára e está sempre a girar. No fim, estão exaustos de pensamento e inundados de razão, mas o puro prazer passou-lhes ao lado...
Todos somos tudo isto e muito mais, todos passamos por tudo e não há ninguém que esteja imune a esta viagem. Fórmulas mágicas? Não há. Previsões? Também não. Uma coisa é certa, e essa é a única: um dia a viagem vai acabar. Não interessa se ainda não paguei o bilhete ou se tenho dinheiro na mão para comprar outro e partir logo de seguida, a viagem acaba.
Pecados...Qualidades... Defeitos... Expectativas... Frustrações... O Relógio está a contar, a vida está a passar e o momento é tudo o temos, o hoje, o aqui, o agora. É hora. Que a viagem não acabe sem que, juntando tudo isto, tenha conseguido visitar, aprender, rir, guardar, dormir, pensar, analisar, progredir. É para isso que vamos viajar, para progredir e avançar. Façamo-nos à estrada, que já ontem era tarde...
na viagem da vida tudo é impermanente, só o verdadeiro conhecimento de como realmente as coisas são é permanente.... receber e transmitir sabedoria.... DE VIDA!
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