Quando o tempo nos dá a complacência de ser tranquilos, nós descobrimos a paz interior. Ter paz é deixar o sol nascer todos os dias dentro de nós e conservar o seu calor. Sentir aquele aconchego igual ao morninho que nos percorre depois de beber um leite quente com chocolate ou sorver um chá acabadinho de fazer. O equilíbrio existe quando estamos tranquilos e deixamos que a paz emane de dentro para fora. Não é no exterior que encontramos a paz, é no nosso âmago, dentro de nós...
Nas contrariedades da vida, as pequenas e as grandes, encontramos sempre motivos que nos fazem chatear e que perturbam o nosso dia. Cedemos à tentação de maldizer, criticar, enfurecer-nos e sentimos desequilíbrio interior. Todas estas atitudes são como pequenos venenos que fazem mal e abalam os alicerces da nossa felicidade. Sou feliz quando sou eu, sou feliz quando consigo sublimar os meus defeitos e abafar a minha necessidade imperfeita de criticar ou de estar atenta aos defeitos dos outros. Todos nós temos a tentação de fazer de Deus e apontar os erros e defeitos dos outros, de opinar quando não devemos e de invadir rudemente os outros quando teimamos em não nos deixar invadir por nós mesmos.
Quero sentir esta felicidade e este equilíbrio sempre e espalhá-lo por todo o mundo. Quero afirmar que todos conseguimos, merecemos e somos profundamente felizes por estar aqui, por termos este sol, este mar, esta existência...
Amo viver, sou feliz, estou realizada. Quero manter esta certeza e tatuá-la no meu coração, por forma a espalhá-la por todos e partilhá-la com todos, em toda a parte...
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