sábado, 23 de fevereiro de 2013

Perder

Na vida, como em tudo o que observamos à nossa volta, há alturas em que perdemos e outras em que ganhamos. Desde sempre que existem situações em que a nossa capacidade é posta à prova e nós temos de a revelar. Umas vezes corre bem e conseguimos, felizes e orgulhosos, demonstrar as nossas capacidades e perceber o sucesso. Outras vezes, frustrados e tristes, conhecemos o sabor amargo da derrota e temos de viver com ela. Perdemos oportunidades, amigos, trabalhos, amores, entes queridos. Perdemos, perdemos, perdemos e muitas vezes, nestas espirais em que entramos, rodopiamos de forma desenfreada e não vemos fim, nem luz, nem túnel. Não vemos nada! Fica tudo escuro e frio. Ouvimos a nossa respiração ofegante e é tudo. Às vezes até deixamos de a ouvir e pensamos, pronto: Acabou! Mas não, cacetada atrás de cacetada, tropeção atrás de queda e é um nunca mais acabar de acontecimentos infelizes.
 
Sim perdemos, perdemos muito e nesta altura em que a vida nos castiga tudo parece focado em nós e na nossa perda; nas nossas perdas. No entanto, felizmente, existem pessoas que são como as árvores e ficam sempre de pé, nunca vergam. Amolecem, choram, desesperam-se, perdem-se, mas estão sempre lá... Dia após dia, após dia. Quando pára? Quando sim! Quando a nossa capacidade ditar, quando a página virar, quando  Deus quiser...
 
Mas não falo de perda, sem falar em ganho, porque um está associado ao outro, invariavelmente! Na perda, na dor, há tantas lições a aprender, há tanto a melhorar. Aprendemos a humildade, a simplicidade, a pureza, a gratidão, a disponibilidade e percebemos que não nos perdemos a nós, nem a quem é realmente importante. É bom quando perder nos reencontra e nos devolve ao que é essencial!

2 comentários:

  1. Lindo, mas muito triste. De alguém que está numa luta constante, entre um e outro caminho, e que não é feliz.
    Só há uma vida para viver, e por sinal bem curta, passa a correr e quando olhamos para trás, reparamos como foi rápida. Por vezes as escolhas que fazemos não são as melhores, porque se fossem não nos fariam sofrer... Pense nisso e veja porque tem tanta amargura no coração. Deus criou nos para sermos felizes e amados. Para perdoarmos e sermos perdoados. Para compreendermos e sermos compreendidos e, sobretudo, para caminharmos com paz na vida e amor no coração. ANGUSTIA NÃO! Gosto muito do que escreve. Várias vezes estive para postar. Hoje fiquei com vontade de lhe desejar toda a felicidade do mundo. Seja REALMENTE feliz e faça feliz aqueles que a amam.

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  2. E quando aquilo que chamamos perdas, afinal são ganhos? Nem sempre as ofertas vêm embrulhadas com belos laçarotes e papel a condizer. Às vezes temos de sofrer para depois sorrir. Porque sofre tanto uma mãe para dar à luz? Porque sabe tão bem um reencontro? Porque existe a palavra Paz?
    Afinal tudo faz parte deste holograma!

    Beijokas da tua amiga.

    Kel

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