domingo, 3 de abril de 2011

Baú

Sempre que se aproxima o sol, a exposição aos seus raios faz-nos sentir renovados, tranquilos, atentos. O fundamento para a escuridão acaba por resultar na apoteose dos raios que nos inundam e nos obrigam a olhar e a ver, em vez de imaginar. Tudo o que somos fica exposto, sem mácula nem segredo...

Nunca podemos descansar se, ao olhar para dentro, sentirmos vergonha, ou embaraço. A nossa vida é o que fizermos dela e o sentimento que vamos deixando é aquele que nos guia e acompanha até ao fim. Dúvidas? Claro. Revisões? Sim. Pesos? Não. Tudo o que nos pode pesar é o amor e a amizade e essas, quanto mais crescerem, mais leves se tornam :) O resto de nada nos serve.

Depois existe um lugar, nada difícil de encontrar, onde guardamos tudo. O problema é que esse tudo é indiscriminado e engloba o que é bom e mau, o que nos exalta e o que nos envenena. A liberdade é conquistada a cada passo e ensina-nos a ser melhores e mais abertos. O que é mau faz feridas bem profundas que têm de ser curadas de forma implacável. É necessário abrir, mostrando a dor e a profundidade do que nos incomoda. Depois temos de limpar raspando. A dor é quase insuportável, mas é a única forma de sobreviver.

Cicatrizes? Claro, mostram tudo o que temos de passar. Tatuagens? Colecciono-as para contar a minha história. Tenho ânsia de viver, melhorando e evoluindo. O escrutínio do sol faz parte do caminho...

O meu baú? Ando a limpá-lo de tudo o que é mau e a enchê-lo de amor, amizade e pétalas de rosas... Um dia fica maior, cheio de coisas boas :)

1 comentário:

  1. Espero que me enfie ;) dentro desse seu baú ;)oom muito sol à mistura!
    Beijo meu de boa noite, princesa das palavras
    amordemadrugada

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