Muitas vezes questionamo-nos sobre os acontecimentos da nossa vida e ponderamos o seu peso na nossa existência. Durante algum tempo amuamos com a nossa sorte e fazemos contas de subtrair à nossa vida. Nada parece bater certo e as coisas aparecem no nosso caminho, como se fossem encomendadas para nos arreliar. Mas afinal, qual o peso de tudo isto? Que sentido encontramos nas coisas? Como lidar com a vida?? As interrogações sucedem-se como pingos de chuva que turvam a nossa visão e escurecem os nossos momentos. É evidente que existem coisas sagradas, das quais não desdenhamos o valor. A maior de todas é sem dúvida a saude, nossa e daqueles que nos rodeiam. Conseguimos relativizar tudo se pensarmos nisso, mas às vezes não conseguimos dimensionar a nossa vida pela sorte e acabamos por sentir o azar!
Tudo o que nos acontece é atraído por nós, dizem alguns. Na realidade, quantas vezes pensamos que somos sortudos, quantas vezes verbalizamos que de tão felizes, até temos medo que aconteça alguma coisa... como é que isso nos toca?
Hoje é o dia das perguntas, hoje é o dia das dúvidas.
Da discussão nasce a luz, do discernimento nasce a ideia, do sentimento cresce a certeza. As grandes verdades da nossa vida não se explicam, sentem-se. Esta é uma certeza que me acompanha e que me faz acreditar que o que eu sinto é o mais importante. Não importa o que digam, não é grande o que pensam, mas o que sentem afecta-me profundamente.
Todos aprendemos a esconder os nossos sentimentos e a preservá-los a todo o custo. Aprendemos que não devemos dar de peito aberto e que devemos permanecer resguardados, quase na posição de combate de quem está num ringue de pugilismo à espera do próximo golpe. Que loucura!! Nós de facto vemos a vida como um combate e não como uma festa, como um ringue de patinagem; olhamos o amanhã como uma sucessão de experiências e não como uma eternidade de acontecimentos. Afinal, onde estamos? Como sentimos? Onde está a verdade??
Hoje é o dia, hoje é mais um dia, hoje é!!!
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